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Sobre perdas

Escrever, pra mim, é terapêutico. Saibam disso. Meu compromisso é o de opinar, mas, sobretudo, refletir. Ser honesto com alguns sentimentos, não é recusar ou negar outros. No campo do "sentir", um sentimento não traz consigo necessariamente a renúncia de outro.  Portanto, vou me permitir escrever sobre perdas, sobre luto, sobre seguir em frente e ainda assim, "sentir". O luto é algo difícil de viver. Há poucos anos perdi minha avó materna. Acredito que já tenha escrito sobre ela, ou sobre a relevância dela em nossas vidas. Ainda fico fragilizado pela saudade que sinto. Talvez não seja fragilidade, apenas emoção. Talvez, uma demonstração de carinho. Na verdade nenhuma perda parece efetivamente bem planejada, ainda que esta perda seja inevitável. Dona Iolanda nos deixou aos 86 anos, longos e bem vividos. Nos últimos anos de vida o “sistema operacional” e o “hardware” já estavam comprometidos. Vínhamos nos preparando para uma inevitável despedida. Ela veio...