Um pouco mais do conceito de Previdência Privada

Em tempos de crise, há medidas indispensáveis para a sobrevivência durante sua travessia. Diriam os mais antigos que “prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém”. Fato. Em nenhum outro momento torna-se tão essencial a construção de uma reserva financeira para o futuro, através do consumo consciente.

Ajusto a definição que outrora trazia.  Retirar parte do dinheiro destinado ao consumo imediato, e investir numa reserva financeira futura, é conceito de “poupança”.  Latu sensu. Esta reserva financeira pode ser constituída em fundos bancários, letras imobiliárias, imóveis, fundos de previdência, entre outros, inclusive na caderneta de poupança.

O inverso deste conceito é o “endividamento”.  A retirada de uma reserva para o futuro, ou ainda, a aplicação de recursos ainda não recebidos, em nome de um consumo imediato.

Evidentemente que a isto não se aplicam os investimentos para a produção, ou a financiamentos que visam aumentar a renda, e o potencial de poupança. Poder-se-ia neste caso diferenciar consumo de investimento, justamente em função do propósito de cada um. O consumo, como o próprio verbete denuncia, corrói, deteriora, sangra o patrimônio. O investimento, de outra banda, soma, amplia, agrega.

Portanto, dois hábitos são altamente recomendáveis e salutares em tempos de crise, poupança e investimento.  Reitero, poupar é constituir reservas, a partir do redirecionamento do consumo; investir é alocar recursos para ampliar e aumentar o patrimônio, ganhando e/ou possibilitando uma melhor poupança.

Ocorre, contudo, que, além da crise, alguns eventos podem destruir nossas pretensões de poupança e investimento.  São eventos imprevistos, não desejados, e talvez improváveis.  Porém, certamente, possíveis!

Um desses eventos, e talvez aquele que mais preocupe, é ter a capacidade de gerar renda comprometida, seja de forma temporária, ou definitiva. Todos nós estamos expostos a riscos de acidentes ou doenças que nos tornem inválidos ou incapazes de realizar nossas atividades.

Como as nossas famílias, empresas e até a sociedade estão preparados para arcar com as nossas despesas, sem poder contar com nossa produção?  Qual o nível de “abastança” de nossas reservas? Por quanto tempo temos condições de subsistir sem nos socorrermos de outrem?

Ainda nesta linha, ter a vida interrompida prematuramente, afetará nossos dependentes (e nossas empresas), além das questões emocionais, em que medida? As reservas constituídas serão suficientes para proporcionar que as nossas famílias e empresas superem a travessia deste momento de que forma? Preparamos nossas famílias e empresas a sobreviverem a nós mesmos, garantindo nosso legado?

Se qualquer destes eventos ocorrerem antes que tenhamos um volume de reserva, ou de poupança suficientes para os superarmos, acabaremos, não apenas onerando a sociedade, as empresas e a própria família, mas, estaremos acometidos de profundo ressentimento com nossa imprevidência.

Assim, PREVIDÊNCIA PRIVADA, muito mais do que um produto comercial, é o ato constituir uma reserva financeira para o futuro, garantindo que tal reserva esteja protegida diante dos riscos de incapacidade, invalidez e morte.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

43 dias - Curiosidade

26 dias - Determinação - do irmão (bem) mais velho

45 dias - Escolhas