Primeiro o mais urgente
Relutei, mas, entendo que não possa me furtar ao
posicionamento.
O Brasil tem uma doença crônica, até então incurável, que é
a corrupção! Emanada do povo, e em seu nome exercida e aperfeiçoada ao longo de
décadas. Somos tão bons em corromper que mudamos o tipo penal, vitimizando o
algoz e condenando a vítima.
Não somos só corruptos. Somos malandros. Damos um jeitinho,
tiramos uma vantagem. Passamos na frente, furamos a fila e colamos na prova. Sonegamos
um pouco aqui, deixamos de pagar um pouco lá; ninguém vai ver; todo mundo faz.
Pensamentos típicos.
Pior do que isso, somos tão incompetentes quanto
negligentes. Pontes caem; passarelas desabam; museus queimam; obras não acabam.
Todos complacentes.
Há muitos problemas em nosso país. Há problemas sociais. Há
problemas estruturais. Vivemos uma séria, longa e devastadora crise econômica.
São milhões de desempregados. Violência assustadora. E todos os indicadores nos
levam a acreditar que as coisas irão piorar. Não, esta crise não foi gerada nos
últimos dois anos. Ela é resultado de políticas populistas de curto prazo que
endividaram as famílias, aumentaram o peso estatal e não promoveram
distribuição de renda. Mais do que isso, entregou-se diplomas de nível superior
a analfabetos funcionais que não sabem escrever ou somar. Não por sua culpa,
mas, por um sistema marqueteiro e irresponsável que teve sempre como único
objetivo a perpetuação do poder.
Basta uma breve pesquisa séria e isenta para percebermos que
há necessidade vital de reformas estruturantes na previdência pública e no
sistema tributário; precisamos conciliar a redução do gasto público com a
necessidade de investimentos; além de fomentar o aumento de renda, sem criar um
povo dependente. Questões que são sérias e muito complexas. E que dependem de
um Congresso razoavelmente interessado no bem comum.
Aliás, lamentável que nosso parlamento só funcione através
de mesadas espúrias ou loteamento de cargos. Dificilmente conseguiremos um
presidente capaz de aprovar leis sem render-se a conchavos, ou ao abastecimento
ilícito dos cofres de parlamentares ou partidos, especialmente sem ter apoio
popular ou a legitimidade das urnas. Ficamos sem esperança ou perspectiva.
Tudo isso me parece tão importante quanto a igualdade de
gênero, a proteção das minorias ou a compensação racial. Questões importantes e
relevantes que poderiam ser melhor tratadas numa situação de pleno emprego,
capacidade produtiva ampliada, proteção dos recursos públicos, combate a
corrupção, e segurança jurídica capaz de proteger esses direitos tão fundamentais.
Gostaria muito que houvesse um candidato capaz de ganhar em
primeiro turno, sentenciando uma legitimidade incontestável, de forma que
pudesse ter alguma força para agir nas mudanças que o país precisa; que tivesse
alguma chance de agir em relação a um congresso carcomido pelo interesse
próprio e pela desonestidade.
Votar em qualquer marionete do ex-presidente Lula seria
violentar qualquer senso de coerência, pois legitimaríamos a “corruptocracia”,
o populismo irresponsável, a fala fácil, e as soluções mágicas que nos legaram
uma conta gigantesca.
Portanto, votarei no candidato #Bolsonaro #17 por ser a
única candidatura potencialmente viável em primeiro turno, que ameaça
consistentemente o modelo petista implementado ao longo dos últimos 16 anos,
que pode trazer um novo modelo de gestão, que parece ser independente de
fisiologismos nefastos, dando oportunidade para que mais tarde, com um país organizado
institucionalmente, possamos, inclusive discutir ou protestar por uma conduta
mais “cordial” do então presidente.
Desculpem-me os discordantes – hão de, respeitosamente,
haver – mas, dentre as coisas importantes, primeiro as mais urgentes.
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