Sobre Bravatas

Certo dia, o “patrão” do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em reunião com os patrões dos diversos rincões do Estado do Rio Grande do Sul, decidiu por reiniciar o movimento separatista farroupilha, e enviou documento ao Comandante Geral do Exército Brasileiro, impondo a independência da República Farroupilha. A carta, dizia algo assim:

“Tchê! Nos reunimos aqui no Rio Grande e decidimos que não queremos mais fazer parte do Brasil. Se tu quiseres, vamos à guerra. Temos aqui 12 mil cavalarianos, 6 mil lanceiros, um bocado de revólveres, e o sangue farroupilha nas nossas veias!”

Resposta do Comando do Exército:

“Ilustríssimo Senhor, recebemos sua manifestação e entendemos que o Rio Grande do Sul não pode se separar. Estamos preparando as forças armadas com 60 mil homens em posições de cavalaria e infantaria; 6 mil blindados; fuzis, metralhadoras, lança-mísseis; 16 caças M16, e todo o aparato do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, caso entenda-se pela guerra.”

Resposta do Movimento Separatista:

“Tchê! Fizemos as contas aqui, e se o exército virá com 60 mil homens, nos demos conta que não teremos lugar pra colocar tantos prisioneiros e nem cova pra enterrar tantos mortos, então nós não vamos mais pra guerra!”

É isso que o presidente Bolsonaro faz. Bravata: “Na hora que a saliva acaba, tem que ter pólvora”. 

Ora quanta tolice cabe em uma só frase.

Em tempo, como gaúcho, porto-alegrense, nascido e criado, ouso compartilhar o anedotário da terra, fazendo chiste das nossas façanhas, que, de forma alguma ofuscam a história de coragem e bravura daqueles que outrora desafiaram o Império, semeando junto com outros povos a independência que viria.

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