Contagem Regressiva

Estou tentando organizar meus textos, escritos ao longo dos anos. Não é uma tarefa fácil. Como já registrei algumas vezes, meu propósito ao escrever tem uma inutilidade intrínseca, porque resume-se a minha própria terapia e reflexão, até por isso meu descompromisso com a sequência estruturada e periódica com relação a isso.

Tenho escrito por amor a própria escrita, e com diversas inspirações. A principal e mais recente foi minha linda mulher, minha princesa – no melhor sentido – ainda que ela tenha assumido a relação com alguém da plebe.

Ela me deu não apenas uma relação de amor e incondicionalidade, assumindo meus vícios e virtudes, mas, me deu a oportunidade de uma família. Quando casamos, já haviam duas crianças, que não são meus filhos, mas, são meus meninos também. São marcas indeléveis que temos deixamos uns na vida dos outros.

Eis que neste ano, um novo amor surgiu. E foi por um homem. Um menino que vem se formando dentro do ventre da minha mulher. E tem sido uma aventura. Um conjunto de sentimentos, de expectativa, e de medos que nunca havia experimentado.

Sim, clichê.

Já não havia expectativa em relação a uma experiência de paternidade. E tudo mudou. Já escrevi um pouco sobre isso.

Hoje é o último dia do ano de 2025. Em nossas contas, nosso bebê deve nascer em 60 dias. Como propósito de novo ano, vou tentar escrever uma série com esta contagem regressiva, ainda que sinteticamente, porque, realmente sinto um certo atordoamento com a ideia de uma relação tão definitiva como a paternidade.

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