Bigorna do Além
Há quem diga que a crise nos fortalecerá, que estaremos mais
fortes quando a vida voltar ao normal. Depende.
Essa crise colocou as pessoas em casa, tornou contratos mais
lenientes e permissivos, e tem (atirem-me as pedras) tornado as pessoas mais “moles”.
O estresse parece, mais uma vez, estar especialmente nos empresários, pequenos
empreendedores e autônomos, que receberam uma bigorna na cabeça vinda do “Além”.
Ou melhor, da China.
Para empregados de grandes empresas e, sobretudo,
funcionários públicos, parece-me que a crise tem sido uma grande possibilidade
de férias em família. Obviamente, toda generalização tende a ser injusta, fato.
Mas, ela é ilustrativa, provocativa, e, sobretudo, reflexiva.
Penso que as empresas devem esticar a corda neste momento,
aquecer as fornalhas, colocar seus empregados para estudarem, estabelecer metas
ainda mais duras de formação e de conhecimento, fazer tudo que é importante,
que normalmente fica para ser tratado apenas quando passa a se tornar urgente. É
na beira do abismo, que ficam as árvores mais fortes. Ventos fracos, não fazem
bons marinheiros!
Zig Ziglar, palestrante americano, dizia “a vida é dura,
mas, pode ser fácil se você for duro com ela!”. Brilhante!
Não é fácil ser duro com a vida, com os empregados, com a
família. Realmente não é nada fácil, porque somos programados para buscar o conforto.
O conforto nos matará!
Atenção, a crise só nos fará mais fortes se mantivermos ou
aumentarmos nossa intensidade! Sem fisioterapia, reforço muscular, estaremos
irremediavelmente atrofiados.

Verdade.. tempo para rever pendências e processos, estudar, se aprimorar!
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