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Mostrando postagens de fevereiro, 2013

Pergunta

Apenas uma pergunta: o que fazer quando os defeitos de uma pessoa, nos causam tanto desgaste, tanta preocupação, quanto às qualidades nos trazem admiração e respeito? Vou tentar encontrar uma solução.

Coação e Estímulo

Hoje estive refletindo sobre a relação entre incentivar alguém a fazer alguma coisa, e obrigar, coagir, determinar que alguém faça alguma coisa.   Exemplo clássico disso é a diferença do pai advogado, que OBRIGA o filho a fazer o curso de Direito, em relação a outro pai, também advogado, que INCENTIVA o filho a cursar Direito. Nenhuma das duas posturas garante que o filho de um ou outro, torne-se um bacharel, mas, certamente a relação entre pai e filho será diferente. Há uma diferença abismal entre as duas posturas. Não tenho convicção ou dados empíricos que possam comprovar qual o método mais eficiente, mas, certamente, o "incentivo" constrói uma relação de maior harmonia, respeito e, provavelmente felicidade. Contudo, é preciso estar disposto a não lograr-se êxito quando apenas incentivamos alguém a tornar-se melhor.  Mas, o compromisso com o outro, é, neste caso, mais importante que o compromisso consigo mesmo. Veja, quando obrigamos alguém a fazer alguma ...

Preocupação

Fico preocupado com as pessoas que se preocupam muito. Inclusive eu. Difícil não se preocupar quando há um grande compromisso e uma grande responsabilidade. Por mais que entendamos que uma "pré-ocupação" é uma ocupação antecipada de algo que ainda pode não ter acontecido, trata-se de um sentimento inerente diante de uma grande responsabilidade. Angústia, ansiedade, insônia, irritabilidade.  São coisas que acabam comprometendo nossa saúde. É importante que possamos distribuir nossa ação, nosso trabalho, nossas válvulas de escape, de forma a que possamos buscar o "caminho do meio", o equilíbrio. Penso que muitas preocupações podem ser superadas quando definimos um propósito claro em nossas vidas, em médio e longo prazo.  O propósito é mais que um sonho. É mais que uma meta. É algo amplo, que envolve diversas áreas da vida.  Um propósito é a visão de objetivo de vida associada à missão pessoal de cada um.   Penso que este propósito deva estar adiante, ...

Meu Amigo Guilherme

Há uma semana, mais ou menos, fez 5 (cinco) meses que perdemos nosso querido amigo Guilherme Trindade Teixeira. Apesar disto, o Guilherme segue presente em nosso dia-a-dia, como exemplo, como referência, como memória.   Como eu não tinha o hábito ainda de "blogar" quando ele veio a falecer, publico aqui o e-mail que transmiti aos colegas de empresa, quando aquilo aconteceu.  Amigos, Preciso compartilhar; desabafar, desabar; não conseguiria falar com todos, então escrevo. Perdoem-me, antecipadamente, mas, pra homenagear o Guilherme, só com muitas palavras, como ele gostava; como ele fazia; e-mails, por vezes, intermináveis. Sempre cheios de sentimento, de coração . Aliás, o Guilherme era isso, só coração. Ele amava o que fazia. De verdade. Amava as pessoas; todas elas. De verdade. Estive por 3 horas no quarto dele, no hospital, na distante Santo Ângelo, fronteira Oeste do RS; revezavam-se as pessoas; as visitas, as orações. Este sujeito, este Guilherme...

Lincoln

Decidimos que não iríamos viajar neste feriado.  Optamos por ficar em casa e descansar ao máximo.  Outros programas são bem interessantes em Porto Alegre, especialmente quando os "invernistas" (como diría o Veríssimo¹), voltam para suas casas no litoral. Aliás, muitas vantagens de estar em Porto Alegre no Carnaval, especialmente em relação ao trânsito e às filas. Ambos deixam de existir.   Bom, combinamos também que iríamos ao cinema. Aliás, maratona de cinema. Precisamos assistir os filmes antes do Oscar, claro. Ambos, a mulher e eu, cinéfilos de fachada, adoramos dar "pitacos" nas escolhas do Oscar.  E, bem, gostamos de filmes, muito, assistimos muitos, e vários.    Ontem, fomos ver "Lincoln".  Quando do lançamento, gerei uma grande expectativa.  Ao longo dos dias, ao conversar com algumas pessoas, o entusiasmo diminuiu.  Portanto, sem grandes pretensões, fomos lá em nossa terceira sessão de cinema em três dias.   Imp...

Economia Diária

No post anterior havia comentado sobre algumas metas diárias, pequenos passos diários que podem conduzir ao controle do meu vício de ser indisciplinado, ou de não cumprir com meus propósitos pessoais. Uma dessas metas é a "economia diária".   Tenho me convencido que a economia, ou a verdadeira economia não é feita nos grandes gastos, ou nos grandes investimentos.  Mas no somatório dos pequenos gastos, nas pequenas despesas diárias.  Nos almoços, cafés e jantares. No cinema, nas guloseimas, em pequenas e desnecessárias compras. Desta forma, a meta é fazer pelo menos uma economia diária. A meta é, diante de opções de compra ou de consumo, optar sempre pela mais barata, ou, simplesmente, pela "não-compra". Este parece ser um exercício simples, mas não é.   Veja, há uns quatro anos fiz uma dieta rigorosa e eficiente, que me levaram dos 115 aos 92 quilos.  Foram 23 quilos, isso faz bastante diferença.  Bem, hoje estou com um peso entre estes dois número...

Sem testemunhas

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Tenho tentado ser o mais disciplanado possível com algumas definições de fim/início de ano. Mas, confesso, não é fácil.  Talvez um dos meus piores defeitos seja a indisciplina.  Vejam, não me refiro ao sujeito que não cumpre horários, ou não atende determinações.  Creio que consiga distinguir bem a hora de conjugar verbos no imperativo, e a hora de conjugar no " submetivo ". Mas isso não é ser disciplinado, isto é ser correto.  Ser pontual, cumprir tarefas, honrar a palavra, é ser correto, é fazer o certo. Dificilmente deixo de cumprir qualquer combinação com qualquer pessoa. Isso é ser correto, não disciplinado.   Ser disciplinado é cumprir com as promessas e combinações feitas consigo mesmo.  Aquela que fizemos diante do espelho. Falo na difícil tarefa de abrir mão de pequenos prazeres momentâneos, em nome de prazeres ou conquistas maiores no futuro.  Refiro-me ao fato de ter de realizar coisas, tarefas, e ações, repet...

Ausência em Ata

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Hoje escrevo, mais uma vez, pela necessidade de aliviar a tensão. Às vezes mergulho tão fundo nas questões profissionais, nos problemas da empresa, resolvendo um a um, que só percebo o desgaste quando ele já está instalado. Durante muito tempo, convivi com a ideia de que problemas de trabalho não causam danos pessoais. Sempre achei exageradas as queixas de quem levava o trabalho para dentro de si. Hoje desconfio que essa crença não era lucidez — era defesa. O trabalho nunca é neutro. Ele nasce de necessidades humanas e, ao ser executado, devolve impacto. Sempre há alguém do outro lado. Sempre há consequência. Quando se trabalha com pessoas, esse impacto se multiplica. Decisões atravessam histórias, silenciam expectativas, reforçam ou minam trajetórias. Mesmo quando não é essa a intenção. Há anos meu ofício é liderar e gerenciar pessoas. E essa responsabilidade é maior do que eu gostaria de admitir. As pessoas não agem apenas por quem são, mas também em resposta à liderança ...

Liderança não se aprende de gravata

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Em 1996, era meu primeiro ano na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no curso de Administração de Empresas.  Meu primeiro estágio foi na Associação de Jovens Empresários, cujo presidente era o Sr. Paulo Dib, na época com menos de 35 anos, idade limite para ser considerado um "jovem empresário".  (Incrível que neste ano quem faz 35 anos sou eu - difícil me acostumar ainda com a ideia). Bueno, adiante.  Eis que em um dos inúmeros eventos que a AJE realizou naquele ano, um deles contou com a Palestra do então técnico do Grêmio, Luiz Felipe Scollari. Todos sabemos que depois das façanhas do início dos anos 90, Felipão, literalmente, ganhou o Mundo. Naquela época, eu era, confesso, mais gremista do que sou hoje, e, claro, ter aquele privilégio foi demais. Eu queria fazer alguma pergunta inteligente. Mas, com 18 anos, quem faz perguntas inteligentes? Mas, eu tentei. Perguntei a ele qual era o "milagre do vestiário"? Aquele time do Grêmio descia as escad...

Preguiça Mental

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Nas últimas semanas tenho pensado bastante em como contribuir, de forma mais efetiva, para o aprendizado da minha equipe. Particularmente, tenho um grande desejo de que qualquer pessoa que trabalhe comigo tenha condições reais de tomar decisões tão boas quanto aquelas que eu tomaria. Minha realização profissional é capacitar pessoas a tal ponto que a minha presença não seja indispensável. Ou, ao menos, que nas minhas ausências eu não fique com preocupações insones quanto aos rumos da empresa. Preocupa-me ver pessoas que, repetidas e sucessivas vezes, executam os mesmos processos sem compreenderem o que estão fazendo. Pessoas que realizam por semanas as mesmas atividades e continuam formulando sempre as mesmas perguntas. Mesmo após algum tempo, não conseguem estabelecer relações simples de causa e efeito, nem identificar os porquês da execução desta ou daquela tarefa. Não se trata de pessoas ruins ou descomprometidas. Pelo contrário. A maioria demonstra dedicação, responsabi...

Ingenuidade Perdida

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Ainda não consegui trazer aqui vários arquivos que tenho vontade de publicar há meses.  Enquanto isso, aproveito a ferramenta para "tratar-me".  Sim, embora sempre soubesse, não tinha a exata consciência de que escrever, para mim, é um grande tratamento, é uma válvula de alívio. Pois bem. No início dos anos 90 eu fazia coro com os "Caras Pintadas" no Largo Glênio Peres em Porto Alegre.  Era muito guri ainda, e não sabia ao certo o que significava brigar pelo impedimento do então presidente da República Fernando Collor.  Tampouco entendia a profundidade ou as causas disso ou daquilo.  O fato era o de que não poderia deixar de brigar, de ter um propósito. De lá pra cá, entendi e percebi algumas coisas.  Dentre elas o que é certo e errado, e qual modelo político-econômico entendo ser o mais adequado para que se promova justiça e bem-estar social. Diferente de muitos de meus amigos, sempre defendi a livre iniciativa, a economia de mercado,...

INÍCIO

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Não escrevo para ensinar. Nem para convencer. Escrevo porque pensar sozinho cansa, e escrever é uma forma de organizar o caos. Talvez este seja mais um projeto iniciado sem garantia de conclusão. Tudo bem. Começar ainda é melhor do que acumular silêncio. Aqui não tem método nem promessa. Tem opinião com responsabilidade, dúvida honesta e a tentativa diária de entender melhor o mundo antes de falar dele. Por enquanto, este texto é um teste. Talvez só para mim. Talvez não. Se fizer pensar, já valeu. Se incomodar, talvez também.