Meu principal vício
Tenho tentado ser o mais disciplanado possível com algumas definições de fim/início de ano. Mas, confesso, não é fácil. Talvez um dos meus piores defeitos seja a indisciplina. Vejam, não me refiro ao sujeito que não cumpre horários, ou não atende determinações. Creio que consiga distinguir bem a hora de conjugar verbos no imperativo, e a hora de conjugar no "submetivo". Mas isso não é ser disciplinado, isto é ser correto. Ser pontual, cumprir tarefas, honrar a palavra, é ser correto, é fazer o certo. Dificilmente deixo de cumprir qualquer combinação com qualquer pessoa. Isso é ser correto, não disciplinado.
Ser disciplinado é cumprir com as promessas e combinações feitas consigo mesmo. Aquela que fizemos diante do espelho. Falo na difícil tarefa de abrir mão de pequenos prazeres momentâneos, em nome de prazeres ou conquistas maiores no futuro. Refiro-me ao fato de ter de realizar coisas, tarefas, e ações, repetidamente, insistentemente e persistentemente, cumprindo um compromisso pessoal.
Essa tarefa é dificílima, especialmente porque geralmente gostamos das pequenas coisas de que temos que abrir mão para conquistas maiores. Ou pior, não gostamos das pequenas coisas repetidas que temos que fazer para isto. Gosto muito de ficar na cama até mais tarde, ou de assistir TV sem prestar atenção em nada específico; gosto de fazer pequenos gastos e consumos desnecessários; gosto de comer porcarias - de todo o tipo; não gosto muito de ficar horas estudando; nunca gostei de estudar inglês; não gosto de fazer coisas chatas; enfim. Por isso ser disciplinado é bem difícil.
Aliás, quando mencionei definições de final/início de ano, não estava me referindo à este final de ano. Na verdade, algumas definições estão latentes há muitos anos. Geralmente, são apenas "revalidações". Ocorre que neste ano, comecei a fazer, de fato algumas coisas diferentes. Estou tentando agir. Não é fácil, e não dá pra dizer que o jogo está ganho.
Percebo, agora, que me tornei um viciado. Viciado em não cumprir meus próprios propósitos. E como viciado, preciso de tratamento. Talvez, ainda consiga resolver isso sozinho. Mas não custa utilizar algumas célebres ferramentas dos alcoólicos/narcóticos anônimos. A primeira é utilizar os "baby steps". Pequenos passos. Um dia de cada vez. Dessa forma, quase como um mantra, tenho tentado me convencer: "apenas por hoje, farei tudo que prometi a mim mesmo"!
Um alcoóltra ao fim do dia comemora quando não bebeu. Eu comemoro quando consigo cumprir com a parcela diária de cumprimento dos meus próprios propósitos. Porém ainda enfrento o fato de que, nos dias em que não consigo, não assumo inteiramente a responsabilidade por não ter cumprido, ou não ter feito o que deveria ter sido feito. Ainda tenho o péssimo hábito de culpar alguém, ou alguma circunstância. Fato é que a maioria destas circunstâncias era controlável. O fato é que, quando não faço, há apenas um único culpado, eu!
Talvez, este seja um primeiro pequeno passo no "controle do vício" - já que vícios não se curam - identificar e assumir as próprias fragilidades, os próprios defeitos, e, se necessário, buscar ajuda. Como viciado, ainda estou recusando ajuda de terceiros, embora já esteja lendo alguns livros sobre o assunto. Mas, pretendo manter-me sobre ferrenho monitoramento.
Pois bem, um dia por vez, "baby steps". Hoje, já fiz minha aula de inglês. Também, estou escrevendo este post no meu blog/rascunho. Preciso fazer uma economia diária (está está bem difícil). Como é sábado de Carnaval, e estamos em férias da faculdade, minhas tarefas e metas do dia são menores - não menos difíceis. Realmente é um vício deixar de cumprir com meus compromissos comigo mesmo.
Hoje, eu consegui!.... até agora!
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