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Mostrando postagens de março, 2013

Falar sozinho

Tenho experimentado uma sensação estranha na medida em que avanço em minhas particulares publicações.  Não, claro que não são pretensiosas, e claro que não carregam em si qualquer verdade universal.  Mas, percebo que os princípios e valores que acredito vão se derramando entre as palavras, e reforçando em mim, uma realidade, até então, intangível. É interessante o quão comprometido com as palavras escritas nos tornamos. É como se a cada verbo conjugado, a cada sentença firmada, uma realidade, ainda que pueril, fosse formada, aguardando apenas o tempo para transformá-la em fato, mensurável e real. Ora, se nada existe, sem antes ter existido na mente de alguém (e isto não é meu), mais próximo da existência está o que saiu da mente e se registrou em palavras. Não, não apenas a palavra dita. Mas, escrita. E, agora, me dou conta, que, escrever para mim, ou escrever, simplesmente, é uma conversa solitária. As pessoas que cruzam por mim, não imaginam que esteja divagando...

"E há uma rua encantada, Que nem em sonhos sonhei..."

Valho-me do saudoso e reverenciado Mario Quintana, para saudar minha cidade em seu aniversário: "O Mapa Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo... (E nem que fosse o meu corpo!) Sinto uma dor infinita Das ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei... Há tanta esquina esquisita, Tanta nuança de paredes, Há tanta moça bonita Nas ruas que não andei (E há uma rua encantada Que nem em sonhos sonhei...) Quando eu for, um dia desses, Poeira ou folha levada No vento da madrugada, Serei um pouco do nada Invisível, delicioso Que faz com que o teu ar Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso, Cidade de meu andar (Deste já tão longo andar!) E talvez de meu repouso..." Patrão Velho, muito obrigado, por ter me feito gaúcho, e, sobretudo, porto-alegrense. Mesmo que tenha que partir, para outros rincões, hei de voltar, e aqui seguir meus devaneios. Porto Alegre não é apenas pré...

Gestão Operacional - Controlando o "fator X"

Havíamos falado sobre o "fator X". Julgo que seja importante avaliarmos como podemos minimizar os riscos a que ele nos submete. O primeiro grande desafio da prestação de serviços é justamente prover e manter a mão de obra necessária ao cumprimento de determinado contrato, ou melhor, ao atendimento das necessidades do cliente. Sabidamente, o Brasil experimenta, em muitos setores, locais e ramos o que se tem chamado de "apagão de mão-de-obra".  Note-se por exemplo o que vem ocorrendo na cidade portuária de Rio Grande/RS, de onde a Petrobrás transferiu projetos para a China por conta da insuficiência e incapacidade de atendimento da demanda por falta de pessoal. Todos os fatores, neste caso, são favoráveis, exceto a capacidade local em prover a mão-de-obra necessária. Vagas masculinas operacionais, estão cada vez mais difíceis de ser preenchidas, em todos os casos. Não apenas na área de construção civil, mas, em todos os seguimentos. Cada vez mais, as mulhe...

Comprometer-se

Antes de continuar com as questões de gestão operacional, gostaria de ampliar um pouco a visão que temos sobre o “comprometimento”. Trabalhar com pessoas comprometidas, afinal, é o desejo de qualquer gestor. Comprometer-se é, também, escolher um lado. É descer do muro. É assumir um time, uma postura, uma escolha. Ao assumirmos um compromisso, fizemos uma opção, em detrimento das demais. Ao me comprometer com uma empresa, faço uma escolha por seus princípios e valores, em detrimento dos princípios e valores de todas outras empresas. Trata-se de lealdade, de dedicação, de parceria. Ao nos comprometermos com esta organização, todos os eventos, fatos, ocorrências que possam agredi la, também nos agridem. Denunciar, informar, alertar, participar, são demonstrações de lealdade e de reafirmação do compromisso que temos com a empresa. Percebo que algumas pessoas são tolerantes com a negligência do colega, com o “desvio de conduta”, com o “jeitinho”. Percebo que, mu...

Gestão Operacional - O fator "X".

Dando sequência à minha aventura técnica, vou mencionar o que convencionei chamar de fator "x". Se você está iniciando agora no setor de prestação de serviços, e ainda não tem muita ideia do tamanho dos desafios. Uma dica. Aliás, um alerta: seus funcionários vão faltar!  Você acabou de fechar um grande negócio, com um cliente especial, e, naquele dia, Dna. Maria faltou. Faltou, e pior, não avisou nada. Na segunda semana depois de assumir a segurança daquele Shopping, seu vigilante líder é flagrado em tórridas cenas com uma das meninas da equipe de limpeza. As câmeras de segurança, foram (in)discretas, a ponto de registrar detalhes. Sua empresa faz a segurança de um local de alta periculosidade com líquidos e gases inflamáveis, e seus vigilantes resolveram fazer um churrasco "inofensivo" em uma churrasqueira improvisada no pátio do cliente.. Sua equipe, ao recolher o material de limpeza, deixou um rastro de cloro no tapete oriental que seu cliente comprou ...

Gestão Operacional - Requisitos Básicos

Vou aventurar-me em terreno técnico, ao abordar o assunto de gestão operacional. Tenho atuado com gestão de pessoas há muito tempo, especialmente na área operacional.  Há que se mencionar aqui, que meu ramo de atuação profissional é na área de prestação de serviços terceirizados.  Seja segurança patrimonial, apoio administrativo, limpeza, enfim. Tive o privilégio de atuar em vários departamentos neste ramo, e finalmente, gerencio uma grande filial com mais de três mil colaboradores, de uma empresa de atuação nacional. Cabe um parênteses, a gestão operacional está para o ramo de prestação de serviços, assim como a gestão de produção está para a indústria.  Ocorre, contudo, que, ao passo que na indústria a medição e parametrização da qualidade podem se dar, inclusive, de maneira automatizada, no ramo de serviços estamos à mercê da mão de obra humana, altamente imprevisível, sujeita a inúmeras variáveis. Chamo isso de fator "x", e sobre ele, falarei em outro post . ...

O mesmo ar

Tenho tentado manter a disciplina e seguir exercitando o hábito de escrever.  Confesso que não chega a ser grande esforço, já que eu gosto de escrever.  Na verdade a escrita me permite pensar, opinar, refletir e registrar.  Sou um amante dos pensamentos. E pensamentos são revelados em palavras, não tem jeito. Bueno. Dito isto, e depois de folhear o jornal, e do meu cinzento post de ontem, penso que realmente eu poderia ter morrido.  Não no acidente que comentei ontem. Mas, numa situação como da boate Kiss. Não, provavelmente eu não estaria na boate. Nos últimos 10 (dez) anos, pelo menos, os programas da minha esposa e meus, não tem, na maioria das vezes, incluído boates. Por outro lado, sempre entrei em brigas para ajudar alguém.  Sempre me dispus a me interpor em pseudo-proteção aos meus irmãos, ou amigos. Dificilmente, ao observar as chamas, ou a fumaça, eu deixaria de tentar ajudar, de tentar quebrar as paredes. Li que boa parte do pessoal que aj...

Quase do outro lado

Achei que fosse arrebentar o pedal do freio tamanha a força com que pisei! De fato arrebentou-se. Mas, tudo se arrebentou. Em frações de segundo todo o carro estava arrebentado. Entre o para-choques dianteiro e o para-brisas, nada sobrou incólume. Senti meu corpo ser jogado contra o volante e o para-brisas, seguro apenas pelos três pontos fundamentais do cinto de segurança. Meu próprio corpo estava espatifando parte do meu braço, enquanto meus dentes mordiam e cortavam involuntariamente a minha boca. Algumas coisas que estavam no porta-malas, vieram parar no painel do carro. Alguma fumaça, um zunido grande no ouvido. A música seguia tocando nos auto-falantes, alheia ao ocorrido, numa batida inapropriada como trilha sonora para o momento. Demorei longos segundos para entender o que estava acontecendo. Um. Dois. Três. Calculo que tenha sido esse o tempo entre eu ter pisado no freio e tudo estar destruído, inclusive meu quadril, tórax, braço, boca, enfim. Não, não "passou um f...

Haveria melhor Papa para o "Chiquismo"?

Hoje foi proclamado o novo Papa. Surpresa!  O argentino Jorge Mario Bergoglio, foi eleito pelo Colégio de Cardeais.  Há poucos dias escrevi aqui sobre o "Chiquismo" ou "Francisquismo".  Eis que o novo Papa adotou o nome de "Francisco"! Não é incrível?!!? Seria mera coincidência? Talvez, mas, fiquei muito otimista. Vontade de ligar para o "Jorgito" e contar algo do tipo: "eu já sabia! Parabéns tchê!" Como eu acho que o Papa Chico vai estar com o telefone meio ocupado, vou ter que falar com o vô Chico mesmo..... Que incrível... Mal falei sobre o "Chiquismo", e arrumei um Papa Chico... esta foi boa!

Química Corporativa

Confesso que, na escola, uma das matérias em que tive mais dificuldade, foi a "química".  Cálculo estequiométrico, número de Avogrado, tabela periódica, Teorema de Pauling, anéis aldeídicos, fenóis, enfim, coisas das quais eu tenho apenas uma vaga lembrança.  Contudo, inegável que a química faz parte de nosso cotidiano. Mas, surpreendentemente, ela se demonstra análogamente de forma tão aplicável quanto, efetivamente nos tubos de ensaio. Notem, por exemplo, o processo de oxidação.  A oxidação, se verifica em vários processos, quando o oxigênio reage com determinadas substâncias. Percebemos claramente a oxidação na corrosão de metais, conhecida como aquela poeira marrom que se forma em latarias, a ferrugem.  Ela destrói, consome, emperra qualquer coisa, desde engrenagens à dobradiças, basta que determinados materiais permaneçam expostos ao ar, ou sem a devida lubrificação. Quem já foi guri, sabe que é importantíssimo colocar um "azeitezinho" na correia da ...

Nova Religião: "O Chiquismo"

Estava pensando em fundar uma religião. Estava pensando em quem seria a “referência filosófica” da minha religião. Poderia ser Buda (já tem), Alá (já tem ), Jeová (idem), Ogum (também), Gandhi (talvez), Abraham Lincoln (controverso), ou, quem sabe, meu “vô Chico”. Boa. É ele. Afinal ter uma crença, ter uma religião é acreditar que uma determinada filosofia, uma determinada pessoa, uma determinada orientação, um determinado modelo, cabe em seus princípios, e vice-versa. E nisto, até aqui, não tem nada de transcendental. Bem, então, esta nova religião seria baseada nos ensinamentos do “vô Chico”.  Seria o “Chiquismo”, ou o “Francisquismo”, veremos. Eu seria um “Chicão”, ou um “Franciscão”.  A base da filosofia do “Chiquismo” seria algo do tipo: “faça o bem”, “cuide de sua família”, “seja honesto”, “seja honrado”. Coisas do tipo.  Coisas que me servem como “princípios”. No “Chiquismo”, provavelmente haveria penitências para alguns pecados. Sim, haveria pecados....