Falar sozinho
Tenho experimentado uma sensação estranha na medida em que avanço em minhas particulares publicações. Não, claro que não são pretensiosas, e claro que não carregam em si qualquer verdade universal. Mas, percebo que os princípios e valores que acredito vão se derramando entre as palavras, e reforçando em mim, uma realidade, até então, intangível. É interessante o quão comprometido com as palavras escritas nos tornamos. É como se a cada verbo conjugado, a cada sentença firmada, uma realidade, ainda que pueril, fosse formada, aguardando apenas o tempo para transformá-la em fato, mensurável e real. Ora, se nada existe, sem antes ter existido na mente de alguém (e isto não é meu), mais próximo da existência está o que saiu da mente e se registrou em palavras. Não, não apenas a palavra dita. Mas, escrita. E, agora, me dou conta, que, escrever para mim, ou escrever, simplesmente, é uma conversa solitária. As pessoas que cruzam por mim, não imaginam que esteja divagando...