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Mostrando postagens de abril, 2013

Brasil: Moribundo Esquizofrênico.

Não me surpreende a notícia estampada em Zero Hora, nesta manhã: "Polícia Federal prende dois secretários e mais 16 por fraude ambiental" . Aliás, não surpreende ninguém. A regra no Brasil é a fraude. Imagino que um novo empreendedor deva incluir no seu "business plan"  provisionamento para propina. Em pouquíssimo tempo, o SEBRAE irá incluir nas suas cartilhas orientações sobre "Como calcular as provisões de suborno", ou "Estruturas de Caixa 2", enfim, um capítulo inteiro sobre a corrupção necessária ao empreendedorismo. Verdadeiro absurdo! Sim, há brasileiros que roubam! Corrompem! E não estão em Brasília, embora também estejam. Estão aqui, e aí. Lá e acolá. Tem um brasileiro que corrompe e é corrompido bem perto de você. E mais, se ele não estiver no seu espelho, olhe para o lado, ele deve estar ali.  Não? Atrás de você então. Mas, não se espante, ele está aí, bem perto! Os servidores públicos presos ontem foram corrompidos por empresár...

Autocontrole

Acelerei o carro, enquanto abria o vidro, e colocava o dedo em riste, já planejando meu ataque verbal... Ele não iria escapar, não deixaria de me ouvir. Apertei um pouco mais o pé direito sobre o acelerador. Aquele sujeito acelerou também. Estaria prevendo minha ira? Eu estava armado com todos os adjetivos pejorativos dos quais conseguia me lembrar, e provavelmente, espumando... Tarde ensolarada de sábado. Dirigia como quem dirige aos sábados à tarde, como que passeando, pelo borda externa da via, dentro de todos os limites legais e prudentes possíveis. Óculos escuros, uma musiquinha suave, não muito alta. Rock and roll anos 80. Bermuda, camiseta e uma "Croks". Até que aquele carro preto cresceu no retrovisor, e começou a dançar de um lado para o outro atrás do carro. Deixei que ultrapassasse sem qualquer obstáculo. Continuei observando, mais duas ou três fechadas em outros carros a frente. Mais algumas provocações com outros motoristas. Parou na "sinaleira...

Um comprimido?

O mundo moderno está reduzido a pílulas.  Nada é muito profundo, nada é muito extenso, nada é muito longo.  A velocidade imposta pela tecnologia, pelo mundo globalizado, pela internet, acaba por nos obrigar a viver e conhecer um pouco de muita coisa, mas, conhecer muito de quase nada. Percebo que a quantidade de trabalho e informação que esta geração experimenta é muitas vezes superior à passada. Processavam-se documentos e ofícios em semanas ou meses; hoje, são dezenas de compromissos e formalizações feitas de hora em hora, para todos os cantos do mundo. Houve um tempo em que haviam cartas, longos livros, poemas e poesias.  Hoje, é o microblog, o twiter, o srapp. É o resumo, a apostila, o cursinho (já que o curso não prepara de forma suficiente - talvez longo demais). Compramos conteúdo, soluções, respostas, sabedoria, conhecimento, como que em farmácias, em pílulas, em comprimidos. Isto, comprimidos, conteúdo espremido em pequenas doses. Como se tomaria um para...

Uma Dose de Rock

Lembro como se fosse hoje.  Naquela época meu pai era professor de educação física. Volta e meia ele me levava junto ao trabalho. Eu achava divertido e ficava criando um sem-número de fantasias e brincadeiras. Ele trabalhava no Centro de Educação Física e Desportos da Brigada Militar, ou apenas o "Ginásio da Brigada". Lembro de que teve um dia que a seleção brasileira de voleibol foi treinar lá. Xandó, Montanaro, Renan, Bernard. A "Geração de Prata". Em algum lugar está a minha foto com eles, e os autógrafos num papelzinho verde. Outra lembrança presente foi transição entre ser apresentado como "filho único", e depois, como "mais velho". Lembro dos corredores, do cheiro de eucalipto da sauna, do guaraná fiado (eu sabia que era fiado). Talvez seja isso que chamem de memória afetiva. Bueno.  Na sala do pai, final de tarde, ouvia-se o "Chamada Geral" na Rádio Gaúcha.  Entrava no carro, à noite, de volta pra casa, mais Rádio Gaúcha. Po...

Sonho, Coragem e Disciplina.

Tenho procurado entender o que leva algumas pessoas a terem sucesso. Dentre inúmeras definições, a que mais me agrada, define sucesso como sendo "conquistar aquilo que se quer". Mas, definir o que se quer, de forma objetiva, é um grande desafio. Geralmente, é comum associar sentimentos às conquistas, e sentimentos, são subjetivos, são intangíveis. Desejar algo que não se consegue medir é difícil, faz com que percamos o foco. Portanto, parece-me muito importante que tenhamos um desejo, um sonho, um propósito definido, claro, visualmente palpável e realizável. Percebo que muitas pessoas sentem-se fracassadas, sem terem motivo.  Na verdade, elas não sabem para onde ir, e, neste caso, já estão no lugar onde pretendiam estar. Ter apenas um sonho basta? Acredito que não. Tenho notado que uma das características comuns às pessoas que são bem sucedidas, é a capacidade de repetir sucessivamente as mesmas coisas. Estas pessoas abrem mão de pequenos praze...

Dar risada é coisa boa

Queria escrever algo bem-humorado, algo alegre.  Sim, em boa parte das vezes sou bem-humorado e alegre, embora nem sempre consiga ser assim. Nossas responsabilidades e compromissos nos atropelam, e retesamos um pouco nosso humor. Ainda assim, lembrei do meu afilhado.  Ele fica mais longe de mim do que eu gostaria, e talvez eu seja mais relapso enquanto "dindo" do que eu poderia. Estamos cerca de trezentos quilômetros distantes, mas, isso não é desculpa. Ainda assim, gosto demais desse guri. Ele está naquela idade em que deixou de ser criança, e ainda não é adulto. Está começando a "adolescer". Nos encontramos neste final de semana, e o sujeitinho está crescendo demais, e ficando com cara de rapaz. Eu tenho uma vocação meio cinestésica, então, gosto de jogar as crianças pra cima, pegar no colo, virar de cabeça pra baixo, enfim.  Não dá mais pra fazer isso com o Filipe. Ainda assim, brincamos de rir. Agora ele está maior, e tenho que fazer bem mais fo...

Minhas descobertas

Anteontem descobri como é sofrer a violência urbana, quando furtaram meus equipamentos, meu material de trabalho e estudo.  Mas, nos últimos dias, semanas e meses, tenho descoberto tanta coisa. Descobri, por exemplo, uma receita do meu cunhado espanhol, que gratina uma maionese com alho, sobre postas de bacalhau, algo muito especial. Descobri também uma rua antiga no meu bairro, na qual nunca havia passado. Houve o nosso amigo Flores, que descobriu com espichávamos a rede de volei na "Rua do Meio", e ficávamos desde sempre jogando. Há quem descubra a mulher a sua vida, de uma hora pra outra. Enfim. A violência urbana já existia, mesmo que eu não a houvesse descoberto ainda. A receita do David, também. Eu nunca havia ouvido falar daquela rua, lá naquele canto, que sempre esteve lá, muito antes de mim. Nosso volei, estava lá, antes do Flores. A mulher da sua vida, bom, houve um tempo em que você não a conhecia. E tudo isso foi descoberto, mesmo já existindo. Fizemos de...

O dia do meu sorteio

Demorou, mas, aconteceu. Hoje fui sorteado. Há alguns dias comentei a respeito da "Bola da Vez". Hoje fui a "bola da vez". Nada de armas, nem de agressões. Apenas o arrombamento e o furto, mas, isso não diminuiu a violência. Em pleno Barra Shopping Sul, entre 15h e 18h, nosso carro foi arromabado. Havia ido trabalhar pela manhã, almoçamos, e fomos direto ao shopping. Como havia encerrado minha semana, estava levando meus equipamentos para casa, para trabalhar mais um pouquinho, e estudar.  Pois bem, levaram meu notebook, meu iPad, alguns livros, muita, muita, muita história armazenada. Não diminui a violência. Meu trabalho, minhas memórias, minhas fotos, meus documentos, foram levados de forma desautorizada, de forma violenta. Imaginei que estava protegido, pelos vigilantes armados, pelas motos guarnecidas, pelas câmeras de segurança, pelo preço do estacionamento, pela marca do Barra Shopping. Insuficiente. Totalmente insuficiente. Isto aconteceu ho...

Instintos e Princípios - "versão pocket"

Diariamente, somos impulsionados por uma força desconhecida, que nos prende à cama pela manhã; que nos faz comer muito, exageradamente no buffet na hora do almoço; que nos faz levantar a voz quando não gostamos de alguma coisa, que nos faz não ajudar o colega, não querer aprender, não tolerar, enfim.  Tratam-se de instintos primitivos de auto-preservação. Instintos que a Igreja classificou como pecados. Pecados Capitais. Entendo como Instintos Capitais. Reconhecemos como pessoas superiores, iluminadas, admiráveis, justamente aquelas que não sucumbem aos seus instintos. Ser humanos generosos, disciplinados, serenos, justos, equilibrados, enfim. Estas criaturas conseguiram identificar princípios, regras de vida, regras de conduta, valores pessoais para tratar, administrar ou controlar cada um de seus instintos, e portanto, serem melhores. Não é fácil. Buscar a excelência, ser disciplinado, generoso, solidário, não é fácil. Transitamos entre nossos vícios e virtudes...

Auto feed-back

Ponte Que Partiu! Preciso reduzir o tamanho dos meus posts , sob pena de que eu mesmo não consiga fazer a releitura de todos, ou de alguns. É inacreditável, mas é muito difícil escrever pouco. Aliás, acho que é difícil dizer muito, escrevendo pouco. Maldita necessidade hereditária de dizer muita coisa, ou de pensar muita coisa, não sei. Escrever pouco, querendo dizer muito, requer um grande esforço. No post  anterior falei sobre a relação entre instintos e princípios.  Por desafio pessoal, vou tentar transmitir a mensagem em apenas três parágrafos. Versão "pocket". E, mais, em 10 minutos, tão somente. Vamos lá. Num próximo post .

Instintos e Princípios

Volto a me encontrar com as sombras do meu pior vício. A indisciplina. Interessante é que, de fato, a última semana foi difícil, aliás, as duas últimas.  Ocorre que as próximas, mantém a mesma tendência. Então, não restam desculpas. Importante firmar propósitos e cumpri-los. E, manter minhas publicações no " Opiniático Reflexivo ", segue sendo um destes propósitos. Daí vejo a necessidade de termos estratégias e técnicas que nos mantenham no caminho.  Vivemos em permanente conflito com nossos instintos primitivos.  E não tem jeito, sucumbiremos a eles. A Igreja, definiu, em dado momento, os "sete pecados capitais", que no meu entendimento, penso serem os "sete principais instintos primitivos".   Em outro post comentei sobre a mediocridade e a preguiça.  Aí está um dos sete pecados, a "Preguiça". Não restam dúvidas, somos instintivamente preguiçosos. Nosso organismo tem uma "programação" natural para reservar energia, para evitar...

Oferecer a outra face

Há tempo deixei de acreditar em Papai Noel, Contos de Fadas, e em ideologias políticas. Direita, Esquerda, Centro, são apenas noções de direção. Coerência, responsabilidade, representatividade, são meras figuras de linguagem, e ficção semântica. Afinal, somos todos iguais, temos os mesmos direitos, mas, como diria Orwel, uns são mais iguais e tem mais direitos que os outros.  Não sei se o poder corrompe. Parece que sim. Ou não. Talvez apenas demonstre quem se é. Enfim. Fato é que Barack Obama, aparentemente, se corrompeu. Não, nenhum escândalo de desvio de verbas, ou coisa do tipo. Não, não tenho nem ideia se há manobras políticas como as feitas no Brasil, para aprovações de projetos. Penso que tenha corrompido um pouco de sua essência. Tornou-se mais um presidente americano a desejar vingança.  Diante de mais um atentado terrorista, na cidade de Boston, ontem, a manifestação presidencial foi, no sentido de "caçar e punir". Certo, entendo que a impunidade seja in...

Solidariedade

Aqui na empresa temos como um de nossos valores, ou um dos nossos princípios, algo que convencionamos chamar de "presteza".  Trata-se daquela característica relacionada com a pré-disposição de ajudar o outro, de contribuir mais do que com a própria tarefa.  Como, em boa parte das vezes, as pessoas pensam, ou sentem-se, já fazendo mais do que podem - o que na maioria das vezes não é verdade - costumo substituir a "presteza" pela "solidariedade". Ser solidário é algo que lembramos desde nossa memória mais remota. Emprestar o brinquedo pro coleguinha, dividir o sanduíche, ter pena das criancinhas nas sinaleiras. Geralmente as pessoas são mais simpáticas ao fato de imaginarem-se solidárias, do que prestativas.  Mas, solidariedade e presteza são sinônimos. De família católica, e aluno de escolas também católicas, sempre ouvi falar em solidariedade, mas, só descobri, de fato, o que era, na faculdade de direito. Lá, aprende-se que a responsabilidade ...

Assumir Fragilidades

Resolvi que vou escrever, mesmo sem muita vontade de escrever.  Mesmo gostando (se é que se percebe), às vezes, não acho algo que realmente pareça suficientemente interessante para se escrever.  Creio que no futuro deva evitar este tipo de confissão.  Assumir fragilidades, ou demonstrá-las, talvez não seja a melhor alternativa. Aí está uma lembrança que me veio agora. Surgiu, neste instante, como um livro empoeirado, achado no fundo da estante. Isso foi no século passado, há umas três décadas. (Não acredito que eu já possa contar histórias de três décadas atrás, mas, enfim.) Pois bem, estava iniciando o primeiro ano do segundo grau, no Colégio Nossa Senhora da Glória em Porto Alegre. Época em que todos os finais de semana haviam festas de "Quinze Anos" pra ir.  Bolo Vivo, valsa, sapatinho, cerveja escondida, porres disfarçados. (Espero rever este post quando tiver filhos, e me lembrar de proibir-lhes a leitura). Nossa turma de aula recebeu novos colegas, out...

Vida de Zagueiro

Buenas, esta semana foi difícil.  Aliás, está sendo difícil.  As vezes parece que não vai dar. Então, de volta à sessão de terapia virtual. De volta às palavras. De volta ao hábito de falar sozinho. Quem me conhece sabe que meus dois maiores ídolos são os zagueiros Cássio e Rafael. Não por coincidência são meus irmãos mais novos. Mas, enfim, sobre eles, falarei em outro momento, não esgota-se o assunto. Mas, eles escolheram ser zagueiros. A referência é apenas para trazer a análise da função do zagueiro em um time de futebol. Ainda pela manhã revia as cenas em que o zagueiro "Cris", do Grêmio, cometia uma falta capital, punida, com a expulsão, com o cartão vermelho. O atacante do Fluminense estava com a bola dominada, de costas para Cris. O zagueirão chega num primeiro encontrão, um segundo, no terceiro, veio, de bônus, um "rapa", como dizíamos lá na "Rua do Meio". O "rapa" é aquele chute, que não visa a perna do oponente, visa tudo que ...

"Nota" de Agradecimento

Estávamos lá, com a estola e as mãos do Frei Aldir sobre os nossos dedos entrelaçados, quando abençoou nosso casamento. Há quem não acredite em Deus, mas é impossível duvidar da fé. Pois o amor é um ato meramente de fé. É acreditar em algo que não se vê. É ver algo que (ainda) não existe. Fé nas pessoas. Fé numa relação, que está em permanente processo de amadurecimento. Há dez anos, casamos. É quase inacreditável que faça tanto tempo. Tu tiveste fé em mim, e continua tendo. Tens a fórmula do nosso casamento em tuas mãos. Tu me dás mais, do que eu consigo retribuir. Toleras meus inúmeros defeitos, minhas fragilidades, minhas quedas, estando lá pra me erguer. Sei que às vezes tu sorris, mesmo sem vontade de sorrir. Sei que às vezes tu vais, mesmo sem vontade de ir. Sei que às vezes tu me deixas ir, mesmo querendo que eu fique. Suporta meu temperamento difícil, minha chatice, minha rabugice, como diria minha mãe. E isto, só se explica pela fé! Portanto, Sinara, obrigado pelos d...

Bola da Vez

Vai saber se o "s erial killer " gaúcho não vai ler isso aqui, e me incluir como um de seus alvos.  Não ficaria surpreso. Para contextualizar, na última semana, três taxistas foram mortos em Santana do Livramento, e outros três, em Porto Alegre.  As vítimas em Livramento foram mortas por uma mesma arma de calibre 22. As vítimas de Porto Alegre, também. A arma utilizada em Livramento, não é a mesma utilizada em Porto Alegre. Estas cidades estão a 492 km distantes uma da outra. A distância: quatro, mais nove: treze; daí, um, mais três: quatro; mais dois, resulta em seis. As vítimas: três numa cidade, três, em outra. Três e três, são seis. As armas: duas, de calibre vinte dois. Dois, dois e dois. Três vezes dois, são seis. Seis, seis e seis. O número "da besta" é seis, seis, seis. Ou, seiscentos e sessenta e seis. Logo, o assassino dos taxistas é o próprio "capeta" em pessoa. Quanta bobagem. Hei de me perdoar um dia pelas bobagens que escrevo. ...

Cultura da Mediocridade

Infelizmente, vivemos numa lamentável cultura de mediocridade. Não faltariam exemplos disso. Obras públicas inacabadas; rodovias que nascem precisando de reformas; acidentes e incêndios resultado de pura negligência; mortes diante de hospitais; crianças mutiladas por imprevidência e descuido em "inofensivas" escadas rolantes. Etc. Etc. E, etc. A mediocridade é fruto de um pecado capital a preguiça.  Talvez, de todos, este seja o mais grave. O medíocre é como um parasita que acaba, inclusive sugando e liquidando com os que estão a sua volta. Estas pessoas acabam atuando e agindo apenas para dissimular e disfarçar o seu não-trabalho. Vivem do engodo e da corrupção. Sim, a corrupção é filha da preguiça e da mediocridade. Pior, nasce desta cultura brasileira de fazer apenas o "suficiente". Veja bem, há médicos, advogados, administradores, professores, serventes, enfim, há medíocres em todas as profissões e em todas as áreas.  Há médicos tão medíocres que até me...

Outros Mundos

Aí pelos idos de 2004, portanto há quase dez anos, meio que por acidente, tive nas mãos o livro "Elite da Tropa".  Na época, assumia a gerência operacional de uma empresa com mais de 4.000 vigilantes, e todos assuntos que envolviam segurança - pública ou privada - eram de extrema relevância para meu aperfeiçoamento. Pois bem, alguns anos mais tarde, o cinema lançou o excelente "Tropa de Elite", baseado no livro (que inclusive mudou de nome, tornando-se homônimo ao filme). Ontem, a televisão apresentou o segundo da série, já distante do livro, mas, não menos impactante. Pela enésima vez, atrasei um pouco o sono, e assisti mais uma vez a locução do "Capitão Nascimento", e suas críticas ao "sistema". Outro filme nacional que provocou também um significativo impacto, foi "Cidade de Deus". A política interna das "comunidades", e seu sistema de julgamento e execução, independentemente da faixa etária dos seus réus, foi algo...

Lembrete

Antes de tudo, importante lembrar-me que escrevo neste blog apenas para opinar e refletir, de forma, absolutamente despretensiosa.  Talvez, para compor uma história pessoal ao longo do tempo, pelo tom e volume das palavras que escoam pelos dedos. Não apenas pelo "que" dizem, mas, "como" dizem. Quando coloco o lembrar-"me", e me incluo como leitor de mim mesmo, revelo mais um pouco da necessidade de falar (escrever) sozinho. Talvez, a única forma de lembrar-me, no futuro, das coisas que penso, ou pensei, num presente que a cada palavra, simplesmente passa. Papo de doido. Registre-se. Arquive-se. Adiante.

Alguns Mestres

Em algum post mais antigo devo ter comentado a respeito do quanto eu tenho observado dificuldades nas pessoas em aprender.  Seja através da educação formal, da prática diária, da experiência de colegas, ou pela convivência com pessoas inspiradoras. Ainda não concluí se foi por uma generosa deferência divida, sorte, ou mera coincidência, mas, o fato é que em todas as minhas experiências tanto de educação, quanto de trabalho, tive a oportunidade de convier com pessoas incríveis, que realmente fizeram diferença na minha formação.  Grandes e marcantes "professores" que atuaram tanto em sala de aula, quanto em suas funções de profissionais, ou simplesmente ombreados comigo no lavoro diário. Poderia numerar uma série de pessoas que, de fato contribuíram para que eu pudesse simplesmente, aprender. Chefes, colegas, professores. Próximos, distantes. Cotidianos, eventuais. Uma série de verdadeiros "mestres". Talvez, alguns, não se percebam assim, mas, os são. Mestres...

Vida dura

Tanta coisa sobre o que refletir ou opinar, mas, nem sempre, a inspiração acompanha o ritmo dos fatos. De qualquer forma, talvez para exercício da capacidade de síntese, em relação aos últimos acontecimentos, seguem algumas coisas. Com a viagem ao Uruguai providencialmente adiada para o próximo sábado, e, depois de uma semana de intenso trabalho, e significativa tensão, o feriado de Páscoa foi muito bem-vindo. Costumo dizer que tenho o privilégio de ter irmãos mais que irmãos, amigos. E outro, de ter amigos, mais que amigos, irmãos. Final de quinta-feira, um churrasquinho básico (sempre muito divertido) na residência do meu amigo-irmão-aniversariante Paulo Henrique. A mistura entre Serra Malte e Heineken, associados à intensidade da semana, acusaram o golpe. Precisei da sexta-feira santa, quase que integralmente, para me recuperar. Vida dura. O sábado, já estava programado. Com ilustríssimas companhias, inclusive da linda Lucía, minha sobrinha catalã, estivemos enfrentando...