Bola da Vez
Vai saber se o "serial killer" gaúcho não vai ler isso aqui, e me incluir como um de seus alvos. Não ficaria surpreso.
Para contextualizar, na última semana, três taxistas foram mortos em Santana do Livramento, e outros três, em Porto Alegre. As vítimas em Livramento foram mortas por uma mesma arma de calibre 22. As vítimas de Porto Alegre, também. A arma utilizada em Livramento, não é a mesma utilizada em Porto Alegre. Estas cidades estão a 492 km distantes uma da outra.
A distância: quatro, mais nove: treze; daí, um, mais três: quatro; mais dois, resulta em seis. As vítimas: três numa cidade, três, em outra. Três e três, são seis. As armas: duas, de calibre vinte dois. Dois, dois e dois. Três vezes dois, são seis. Seis, seis e seis. O número "da besta" é seis, seis, seis. Ou, seiscentos e sessenta e seis. Logo, o assassino dos taxistas é o próprio "capeta" em pessoa.
A distância: quatro, mais nove: treze; daí, um, mais três: quatro; mais dois, resulta em seis. As vítimas: três numa cidade, três, em outra. Três e três, são seis. As armas: duas, de calibre vinte dois. Dois, dois e dois. Três vezes dois, são seis. Seis, seis e seis. O número "da besta" é seis, seis, seis. Ou, seiscentos e sessenta e seis. Logo, o assassino dos taxistas é o próprio "capeta" em pessoa.
Quanta bobagem. Hei de me perdoar um dia pelas bobagens que escrevo.
Mas, apesar de ser curioso, muitas vezes acreditamos naquilo que queremos, e, acabamos procurando símbolos, coincidências, ou "destino" onde absolutamente não existem. Talvez, seja de mal gosto fazer um chiste com coisa séria, mas, penso que as autoridades sim, tratem como brincadeira a segurança de seus cidadãos. Enfim.
Meu avô tem táxi desde que os casais açorianos chegaram em Porto Alegre, mais ou menos. A presença de táxis lá em casa, portanto, sempre foi uma constante. Na década de 70, haviam motoristas que dividiam o serviço com ele, e um deles foi assassinado. Época dos fuscas sem banco de passageiro e dos taxímetros do tipo "capelinha". (Quem lembrar disso revela "maturidade"). Claro, foi notícia de jornal, e o recorte está lá guardado, amarelado, numa das quatrocentas e doze "pastinhas" em que o vô guarda seus documentos, e sua história. Portanto, não é novidade o tamanho do risco oferecido a esta categoria. Aparentemente, nestes 40 anos, pouca coisa mudou em termos de segurança. Reformo, mudou, claro, para pior.
Talvez, os "motoristas de praça", como se dizia antigamente,sejam os profissionais mais expostos que temos. O carro é como uma extensão da própria casa. E nele, deixamos entrar pessoas muito íntimas. Convidamos à casa, apenas aqueles que desfrutam de nossa confiança. Em nossos carros particulares, da mesma forma. Agora, o taxista, trás para perto de si, absolutamente qualquer um. Conduz o juiz de direito, o padre, as freirinhas, as prostitutas, os cafetões, os traficantes, e, os assassinos, inclusive, seus próprios assassinos. As pessoas não tem crachá, ou etiqueta, e nenhum de nós, o dom da premonição. Não há mais suspeitos. Melhor, todos são suspeitos.
O fato é que todos os dias, é como se cada um de nós fosse colocado num imenso globo de sorteio. Mas, o sorteado não ganha, perde. Dependendo da profissão, você concorre com mais, ou menos pessoas. Se você for a "bola da vez", amigo, perdeu!
O que fazer?
Não sei ao certo, mas, até que o governador, as autoridades, o governo, tomem providências efetivas, ou enquanto as estrelas não se alinharem, e o mundo passe a ser o paraíso ensolarado dos justos, sugiro que torçamos (ou rezemos - melhor) para que não seja nosso "dia de sorte".
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