Não dava pra imaginar...
Eis que no meio de tantos abalos cívicos e mobilizações, neste final de semana resolvi ler o último livro do
Dan Brow, “Inferno”. Típica leitura de
ação, com características bastante marcantes do autor. Até um pouco
repetitivas diante dos demais livros do sujeito. De qualquer forma, gosto do estilo.
O mais interessante, contudo, é que minha leitura foi em formato totalmente
digital. Pela primeira vez, folhei um livro virtualmente. Talvez, algumas pessoas me achem
desatualizado por demorar tanto para fazer isto, mas, a novidade, ainda é
redundantemente nova pra mim.
Vejam só, baixei um aplicativo no meu tablet (que já é algo
impressionante), e também no meu telefone (outra coisa impressionante); o mesmo
aplicativo para ambos os aparelhos. Através de uma livraria virtual, com meia
dúzia de “cliques”, estava folheando meu novo livro.
Sábado, lá estava com meu aparelhinho de 10 polegadas na
mão, mais leve e mais prático do que um livro de mais de quinhentas páginas.
As novidades não pararam por aí. Fui testar o dito aplicativo no celular.
Pasmem, abri o livro no telefone exatamente na página em que eu havia parado de
ler no tablet. Impressionante. Pior, quando voltei ao tablet, ele me alertou, “você continuou lendo em outro lugar, deseja
continuar de onde parou?”. Mágico. Claro que desejo. Segui lendo.
Tanto no tablet, quando no telefone (ou smartphone como se
chama agora) a visualização da tela totalmente amigável, letras de um tamanho confortável
(e configuráveis) que tornaram a leitura tão agradável quanto num livro real. Posso
continuar lendo na fila do banco, no banheiro, em qualquer lugar, com vários
aparelhos. Realmente incrível. Aliás, há uma biblioteca à disposição, por onde
quer que se vá.
Verdade que senti um pouco a falta do cheiro do livro, do
peso, do volume, e do fato de só conseguir ler em casa, com um tripé para
segurar quase um quilo de papel. Estou sendo sarcástico. O livro impresso tem
vantagens inegáveis para o estudo. No papel podemos escrever, sublinhar,
rabiscar, de forma muito mais prática e natural do que nos meios digitais. Mas,
a leitura pela leitura, a leitura de entretenimento, essa, puxa, essa vale a
pena utilizar esta fantástica ferramenta que é o livro digital.
Fico pensando no guri que eu fui, e quando ficávamos em
grupo “viajando” e imaginando como seria o futuro. Carros voadores, casas
flutuantes, comida em comprimidos que se transformavam em banquetes. Certo. Nem tudo aconteceu como imaginávamos.
Por outro lado, tem coisas, que nem capacidade para imaginar nós tínhamos. Essa
coisa de ler um livro de mais de 500 páginas, em um uma “caixinha” na palma da
mão... Essa não dava pra imaginar!
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