O dia depois de ontem
Hoje é 29 de fevereiro, o primeiro dia do quadragésimo ano
de vida do meu amor. Eu sei que ela não vai gostar dessa primeira frase, porque
ela não gosta de imaginar que hoje ela começou a completar seus 40 anos. Falei
sobre isso no meu post de ontem, quando era de fato seu aniversário.
Como sempre, eu acordei antes dela. Ainda sinto o gosto do
chope, acho que bebi demais ontem. Preciso de um café, que ela vai me pedir em
breve. Mal consigo me mexer na cama, e ela me puxa de volta, ainda dormindo. É
sábado, não temos hora pra nada, mais uma vez, as crianças não estão conosco, e
as comemorações de ontem foram até hoje. Ela me segura com o braço sobre minha
cintura, tento fugir em silêncio. Já disse, preciso de um café.
Ela balbucia “aonde você vai meu amor?” Aquela voz rouca,
com o “erre” pronunciado entre um chiado e um tipo de arranhado pela garganta me
enlouquecem. “Já volto”, falo baixinho em seu ouvido, quase como um sussurro.
Noite passada, ela fez meu coração parar com aquele vestido
vermelho. As pessoas me perguntavam no bar coisas que eu não sabia responder,
porque simplesmente não ouvia. Meu olhar congelado observava ela acolher um dos
filhos no colo, ou gargalhar arqueada pra trás, com aquele sorriso que sempre
me derreteu.
Eu também sorria, conversava, mas, confesso, não sei sobre o
que, com quem ou como falei. Fiquei hipnotizado por aquela morena que já era
minha. Linda, ela estava linda. Eu só conseguia admirar, e me sentir orgulhoso
e feliz por ser namorado da mulher mais linda do mundo.
Aliás, espicho o olho pra minha mão direita. Não foi sonho, deu tudo certo. Minha nova aliança estava ali reluzente no meu dedo. Ela aceitou, oficialmente, casar comigo. Não tinha certeza, sempre que pensava nisso, um buraco no estômago se abria. Ela aceitou, foi lindo.
Aliás, espicho o olho pra minha mão direita. Não foi sonho, deu tudo certo. Minha nova aliança estava ali reluzente no meu dedo. Ela aceitou, oficialmente, casar comigo. Não tinha certeza, sempre que pensava nisso, um buraco no estômago se abria. Ela aceitou, foi lindo.
Uma caixa dentro da outra, um bilhete para cada caixa. O
suspense foi grande, os gritos das amigas, a surpresa da família, que eu mal
conhecia. Sim, o par de alianças estava na última pequena caixa que ela abriu: “casa
comigo?”. Foram instantes de muita tensão, ansiedade e nervosismo. Precisei me
conter ao longo destes 10 dias com uma caixa enorme que guardavam apenas nossas
alianças.
Ela parece ter gostado, dormiu olhando pra aliança em seu
dedo. Assim como eu, de mãos dadas.
Bom, enfim. Estou indo preparar o café. Minha noiva merece
nosso café na cama, para finalmente continuarmos com a nossa comemoração, muito
particular!
Em tempo, e na verdade já escrevi tudo isto há mais de 10
dias, eu estava longe, com uma vontade danada de apostar em como seria o dia de
hoje. Portanto, não sei, na verdade, como essa história acabou. Mas, se eu
publiquei, é porque deu certo!
Espero que tenha sido assim!

Deu tudo certo, foi lindo! Nem nos meus melhores sonhos teria sido assim, tão lindo e especial!!! Te Amo Garoto!
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