Compreensão


Bonito. Inteligente. Honesto. Sexy. Competente. Único. Especial. Este é você. E muito mais. Tenho certeza! Sendo um homem, ou uma mulher.

Ainda assim, há quem simplesmente não goste de você!

Quem sabe, essa pessoa também possa ser bonita, inteligente, honesta, sexy, competente, única e especial. Ao menos ela se sente assim.

E ainda assim, ela não gosta de você.

Existem pessoas bonitas, inteligentes, honestas, sexys, competentes, únicas e especiais.

E você não gosta delas, tenho certeza!

Afinal, em alguns dias, você não está assim tão bonito; talvez, tenha cometido alguma estupidez; talvez, tenha colado numa prova, ou furado uma fila; pode ter havido o dia em que tenha preferido ficar sozinho; quem sabe, naquele dia, uma pequena mentira; naquela noite, não tenha estado assim tão sexy; talvez, em algum momento tenha errado no trabalho; talvez, em outro, tenha guardado o chocolate só para si; pode ser que em algum momento, a preguiça tenha prevalecido; talvez, quem sabe, em algum momento possa ter se sentido comum, como qualquer outra pessoa.

Na sinceridade do espelho, olhos nos olhos, talvez você possa ter até cometido coisas mais graves, talvez atrocidades, ainda que tenham sido só em pensamento.

Ainda assim, você não deixou de ser bonito, inteligente, honesto, sexy, competente, único e especial.
Coisas ruins, não tornam pessoas ruins. O que as pessoas fazem, não é o que as pessoas são. As pessoas perfeitas existem, mas estão mortas.

Aquilo que as pessoas fazem, pode machucar. Pode ferir, inclusive de morte. Posso sofrer, posso não concordar, posso me magoar, mas, o que a pessoa fez, não é necessariamente quem ela é. E mais, assim como eu, ela pode continuar sendo bonita, inteligente, honesta, sexy, competente, única e especial.

Está certo. Nem sempre bonita. Nem sempre inteligente. Nem sempre honesta. Nem sempre sexy. Nem sempre competente. Às vezes bem comum. Isso é para todos nós.

Se é assim, quem pode julgar, ou impedir que o outro tenha seus próprios erros e falhas? Quem se recente revive. O que se resiste, persiste. O que não se perdoa, se mantém.

Não importam os motivos, embora hajam. Não importa o tempo, embora exista. Não importam as justificativas, embora ajudem. As pessoas erram, e falham, e são feias, más, estúpidas, ou não, pelo simples fato de serem pessoas.

Quem bom que somos pessoas, todos nós. E, sendo assim, capazes de amar e perdoar. De novo.




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