O lobo do homem
Tomas Hobbes, como escrevi outro
dia, cunhou o termo “O homem é o lobo do
homem”. Em sua articulação a respeito da formação do Contrato Social,
Hobbes entende que o homem, em seu estado natural, vive em permanente medo, do
outro homem, que para satisfazer seus “desejos e apetites” faria qualquer
coisa.
Penso que cabe outro sentido para
a frase, outra forma de escrevê-la: “O
homem é o lobo do próprio homem”. Nosso pior inimigo mora dentro de nós.
Nossos demônios não vem das profundezas do inferno, mas, do fundo da alma.
É lá, no silêncio dos nossos pensamentos que se dá a verdadeira guerra. É lá, dia a dia, dentro de nós, que escolhemos
um dos inúmeros destinos que a vida nos oferece, a partir das escolhas que
fazemos. É lá, onde se separam os homens dos meninos. É lá, numa noite escura,
diante do lobo que habita em nós, que precisamos escolher quem viverá no dia
seguinte!
E o dia seguinte virá!
E a mão acolhedora do amor se
estenderá para lhe erguer do campo de batalha. E irá sorrir. E finalmente, as
luzes quentes e reparadoras do sol acariciarão a sua pele. E o ar fresco da
manhã irá curar as feridas.
E as cicatrizes, apenas contarão
a história do dia em que o lobo perdeu!

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