Ovos Quebrados
Um dia quis fazer uma omelete.
Gostava tanto dos ovos, que não lhes queria quebrar. Sem quebrá-los, não
poderia desfrutar da fritada. Dúvida cruel. Conservar os ovos perfeitamente
íntegros, lindos; ou deliciar-me com a textura aveludada da omelete deslizando
na boca.
Toda escolha traz consigo pelo
menos uma renúncia. Ou muitas. Preferindo a omelete, renuncia-se ao ovo. O
inverso, verdadeiro.
A escolha pode ser simples
e óbvia. Escolher o bom, renunciando ao ruim. O bem, ao mal. O doce, ao
azedo.
Agora, quando a escolha é do tipo Beatles ou Rolling Stones; Gil ou Caetano; Castro
Alves, ou Mário Quintana; Churrasco, ou Sushi. Florianópolis, ou... bem, Florianópolis não tem comparação. São escolhas entre duas coisas boas. Um fica, outro sai. Uma escolha. Uma renúncia.
Agora, o pior de tudo, o que me
deixa realmente incomodado, é quando temos que escolher entre duas coisas
ruins. Corinthians ou Palmeiras. Abobrinha, ou dobradinha. Parece que neste caso só há renúncias.
A pior que já fiz: Haddad ou Bolsonaro. Desonestidade ou estupidez. Malandragem ou ignorância.
O péssimo ou o muito ruim. A disputa entre Lex Luthor e Homer Simpson.

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFlorianópolis não tem comparação e nem outra opção, kkkkkkkkk
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