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Mostrando postagens de 2013

Ingenuidade Infantilóide

Há mais ou menos cinco anos, descobri uma ferramenta do “ Mr. Google ” que tem me ajudado bastante em várias oportunidades, especialmente quando se trata de planejamento de roteiros.  Sejam logísticos, operacionais ou comerciais.  Trata-se do “Google Mapas”.  Nele, você coloca quaisquer pontos, endereços de origem e destino, inclusive mais de um, e o sistema calcula a melhor rota, informa distância, tempo estimado, dentre outras informações bastante relevantes. Não saberia dizer quando, mas, há ainda um outro aplicativo, da mesma empresa, o “Google Earth”, que, além de mostrar determinado endereço, mostra fotos de satélite com altíssima resolução, como se fossem tiradas há poucos metros do telhado da nossa casa. É algo absolutamente incrível! Não satisfeito com isto, há ainda outra aplicação, que é o “Google Street”. Neste caso, em muitas ruas – nem precisam ser as mais famosas ou importantes – a partir do endereço e acesso, você consegue enxergar a fachada da ca...

Excesso de Confiança

Sabe-se lá quando que alguém poderá ler o que escrevo hoje.  Por bem, talvez caiba, a partir de agora, contextualizar melhor alguns posts. Anderson "Spider" Silva, é considerado o maior lutador da história das Artes Marciais Mistas, ou MMA, na sigla em inglês. São seis anos sem derrotas, e dez defesas de Cinturão Mundial. Até esta madrugada, não havia sido derrotado por nocaute, por exemplo. Não por acaso, Stephen Covey considera a "humildade como a mãe de todas as virtudes". Ora, se isto é a verdade, a arrogância, a vaidade, a presunção, são pais de todos os vícios. Ontem, Anderson Silva foi derrotado, por nocaute, no início do segundo round , pelo americano Chris Weidman.  Qualquer um que tenha visto a luta, ou que tenha assistido de uma forma ou outro, viu que o brasileiro foi debochado, arrogante, prepotente e confiante demais. Foi derrotado por sua própria vaidade! O excesso de confiança, faz com que se perca o medo, e perder o medo é perder hu...

Reencontrar-se

Depois dos “arrastões” de ontem, quando se reuniu a “Associação dos Bandidos e Marginais de Porto Alegre”, que foram inocentemente acarinhados pela Brigada Militar, encontrei um sujeito que há tempo não via. Antes de falar desse reencontro, quem observou atentamente o que ocorreu na cidade, viu que não houve nada de manifestação. Houve cenas de caos, de colapso do sistema, de inversão de papéis.  Nas portas dos prédios, em algumas esquinas os próprios moradores se armaram com paus, porretes, enfim, para proteger seu patrimônio e sua família.  Vamos chegar a uma guerra civil sem causa? Atenção, atenção! Sigo na campanha: manifestações à luz do dia, nos finais de semana! Talvez, os movimentos voltem a ser legítimos. Infelizmente, não consigo distinguir quem é quem nas sombras da noite. Voltando ao sujeito que reencontrei.  Ponte Que Partiu! Algo naquele rapaz me era muito familiar.  Ainda não sabia bem o que.  Devia ter entre dezesseis e dezessete anos. O...

Agora, a curiosidade.

Por mais que se tente tornar complexa a discussão, por mais que se tente entender ou posicionar-se a respeito do “movimento”, há se render aos seus efeitos fantásticos. Há um corre-corre, um senso de urgência entre a classe política, no mínimo, “bonita” de se ver. Nenhum destes senhores que detém o poder (será?) quer correr o risco de ter um exército de rebeldes motivados diante de suas casas. O esforço, portanto, é para salvar a própria pele, e tentar não deixar escapar votos neste momento tão crítico. Aliás, como serão as próximas eleições. Em que nível teremos protestos e manifestações durante o horário eleitoral, e durante o pleito em si? Haverá votos de protesto? Elegeremos as mesmas raposas? Talvez meus medos venham sendo substituídos por curiosidade.

Manifestação Pessoal

Antecipadamente é importante que eu lembre que o “Opiniático Reflexivo” é o espaço que tenho tido para praticar um hobby que me dá um grande prazer, que é o de escrever.  Aliás, opinar, refletir e escrever.  Não tenho compromissos ideológicos e tampouco defendo lados, ou bandeiras partidárias.  Muitas vezes me pego em pensamentos contraditórios e questiono minhas próprias opiniões. Ou seja, muitas vezes escrevo justamente para construir um posicionamento mais convicto. A partir deste post, vou tentar mudar um pouco o tema, mas, creio que estejamos tão soterrados de manifestações, que praticamente é impossível deixar de falar a respeito.  Volto a insistir, sou amplamente favorável às manifestações populares e à mobilização das ruas.  Mas, ainda assim, preciso da avaliação técnica, isenta, séria, profissional, de que o país terá condições de suportar as mudanças, as melhorias, sem que haja maiores prejuízos ainda.  Que bom que o país acordou, que par...

Reação Demagógica.

Voltando aos meus temores, sinto que realmente a República está alarmada.  Tragicamente, os dirigentes do país estão assustados, amedrontados, apavorados.  Ora, primeiro a proposta de uma Constituição descabida (e espúria, diga-se de passagem).  Agora, um plebiscito para que se saibam as “aspirações” do povo. Será tão difícil descobrir? A questão nunca foi o que a população quer. É simples. Um sistema de saúde onde todos possam ser atendidos com dignidade. Condições de transporte público em que as pessoas não estejam “enlatadas”. Educação capaz de proporcionar uma alfabetização funcional às pessoas. Estradas amplas e seguras. Segurança capaz de promover tranquilidade às pessoas, inclusive para caminharem pela Redenção às dez da noite. Pleno emprego. Altos salários. Iphones e Ipads novos a cada lançamento da Apple. Uma viagem à Europa a cada dois anos. No intervalo, outra viagem à Disneylândia. Carros zero quilômetro a cada três anos, motores acima de 1.8l, bancos em ...

Não dava pra imaginar...

Eis que no meio de tantos abalos cívicos e mobilizações, neste final de semana resolvi ler o último livro do Dan Brow, “Inferno”.  Típica leitura de ação, com características bastante marcantes do autor. Até um pouco repetitivas diante dos demais livros do sujeito. De qualquer forma, gosto do estilo. O mais interessante, contudo, é que minha leitura foi em formato totalmente digital. Pela primeira vez, folhei um livro virtualmente.  Talvez, algumas pessoas me achem desatualizado por demorar tanto para fazer isto, mas, a novidade, ainda é redundantemente nova pra mim. Vejam só, baixei um aplicativo no meu tablet (que já é algo impressionante), e também no meu telefone (outra coisa impressionante); o mesmo aplicativo para ambos os aparelhos. Através de uma livraria virtual, com meia dúzia de “cliques”, estava folheando meu novo livro. Sábado, lá estava com meu aparelhinho de 10 polegadas na mão, mais leve e mais prático do que um livro de mais de quinhentas páginas. ...

Temores

Há quase cinco séculos Thomas Hobbes, filósofo inglês, um dos chamados “contratualistas”, declarou que “o homem é o lobo do homem”. Argumentou que o ser humano, em seu estado natural, vive com medo de seus semelhantes, de seus pares. Desta forma, para viver em paz, entregamos parte de nossa liberdade, ao Estado para que ele possa nos garantir a segurança mínima para não vivermos com medo. Hobbes chama o Estado de “Leviatã”, título de sua principal obra, fazendo referência ao monstro bíblico. O Estado, portanto, seria forte porque teria a seu serviço, parte da credibilidade, da fé, e do poder individual de cada um dos cidadãos que está sob sua tutela.  Desta forma as ameaças seriam contornadas, dissipadas, diminuídas, frente à imensa força do Leviatã. O país, fortalecido com instituições sérias e comprometidas, e forças de segurança, garantidoras da “paz social”, trariam certo conforto e serenidade aos seus cidadãos. Cabe o parêntese para mencionar que o Brasil tem enfraque...

Desconfiança....

Há dias venho tentando construir alguma posição sobre as manifestações que tem ocorrido no país.  Tinha quinze anos quando participei do movimento dos “Cara Pintadas”. Lembro de usar camiseta preta, e uma jaqueta da seleção brasileira. O objetivo era claro, e, estávamos muito longe de atingir metade da proporção que hoje as coisas estão tomando no país. Vinte anos se passaram, e de lá pra cá, não tinha visto nada parecido. Preocupa-me a violência, a fragilização das instituições, a perda de limites, o vandalismo.  Preocupam-me as perdas injustas  de quem também se sacrifica para manter sua família e seu trabalho. Preocupa-me o descontrole da massa, da multidão. Fazia frio em Porto Alegre na noite de ontem. Fazia frio e chovia muito. E quem viveu aqui sabe bem o quanto é molhada e fria a chuva no início do inverno em Porto Alegre. Fiquei arrepiado de ver as imagens da Av. João Pessoa ontem. Um misto de medo, preocupação e orgulho. Apenas do frio, da chuva, vinte m...

Curso de Direito

Agravo. De instrumento, retido, interno. Apelação.  Recurso especial ou extraordinário. Embargos infringentes, de declaração.  Flagrante.  Próprio, impróprio, presumido. Prisão preventiva, temporária. Inquérito policial.  Ação penal; privada, pública, condicionada, incondicionada. Estou há alguns dias em volta disto, e não tenho conseguido escrever. Hoje não deu pra resistir. Era uma menina, loira, bonita. A pele ainda sem qualquer expressão ou sinal do tempo. O vento agredia-lhe a face, ainda assim, protegia em seus braços o filho que mal conseguia carregar. Entrouxado em vários casacos, jaquetas, enfim. Aninhado no colo materno a criança dormia.  Alheia ao frio, ao tempo, ao horário, às contas, ao esforço, ao ônibus lotado, ao emprego, ao chefe, e a todas as inúmeras preocupações da jovem mãe, que o carregava com tanto esforço. Era pouco antes das sete da manhã, interrompi a Adele e meus devaneios matinais, para observar a cena. Como pode uma menina ...

Liberdade Permanente

No dia de ontem a Justiça concedeu liberdade provisória a alguns acusados, presos preventivamente, indiciados e responsabilizados pelas 242 mortes havidas em janeiro na boate Kiss, na cidade gaúcha de Santa Maria. Houve completa e generalizada comoção local, especialmente dos familiares das vítimas.  Houve agressões verbais e físicas, tanto aos indiciados, quanto aos seus advogados. Lembrando que tanto a prisão era preventiva, quanto a liberdade é provisória.  Não há condenação, não houve ainda processo penal, de forma que, os limites do "aprisionamento" foram esgotados, respeitando-se as garantias constitucionais do processo penal. Os presos, envolvidos no caso, foram apenas alguns, enquanto outros, estão, e estarão impunes. O caso em si é uma sucessão de eventos, num sincronismo macabro que resultou naquela tragédia. Eventos não! Negligências. Ou, talvez pior, conivências deliberadas em função de eventuais vantagens escusas. Ora, imaginar que o vocalista que acende...

Noite reparadora

A primeira coisa que nosso colega do TI nos fala, quando algum problema em nossas máquinas nos perturba, é: "você já reiniciou seu computador?". Ponte Que Partiu! Para o pessoal da informática, boa parte das soluções estão no " reset ", estão no reinício.  Faz sentido, apesar de isto me irritar eventualmente. Agora, vejamos o corpo humano.  Sinto-me, às vezes, reiniciando-o.  Uma longa e reparadora noite de sono, sem pressa para acordar, sob as cobertas, frio lá fora. Muitos males, são resolvidos.  O desconforto da noite anterior vai embora, e muitas dores, simplesmente somem. É na calada da noite, ao "reiniciarmos" nosso corpo, que muitas coisas acontecem.  Dizem, não sei, que à noite, as crianças e jovens liberam o hormônio do crescimento. Talvez por isso, os bebês durmam tanto. E que bom que durmam. A cidade de Porto Alegre, assim como os bebês, precisa liberar mais "hormônios do crescimento". E crescer! Foi o que aconteceu na mad...

Desistência Cruel

Ele encheu a banheira com água bem quente. Havia comprado, especialmente para ocasião, um sabonete líquido à base de glicerina e mel. Associado às velas aromáticas, de longa duração, pretendia impedir que o cheiro de sua morte se espalhasse pelo prédio. Ritualisticamente se despiu, imergiu lentamente. A bossa nova tocava ao fundo. Gostava de rum. Gole por gole foi tomando, um a um, os comprimidos que fariam com que dormisse tranquilamente, para nunca mais acordar. O parágrafo acima é fruto da minha imaginação. De real, apenas a triste notícia de que, hoje, um de nossos clientes optou por encerrar sua própria vida. Não sei como foi. Não tenho grandes notícias. Não é algo que se divulgue. Ninguém sabe ao certo. Funcionário público. Estabilizado. Sem maiores preocupações. Simplesmente decidiu deixar a vida. Haja coragem para cometer suicídio, dirão alguns. Pois julgo a maior covardia! Ora, quem sou eu para julgar. Retifico-me. Penso que causar a própria morte seja o ato dese...

Sem gols.

O centroavante vinha com a bola dominada. Sujeito habilidoso, disputado pelos grandes clubes europeus, ídolo em todo o país. À sua frente, antes da meta e seu goleiro, o zagueiro. Tantas vezes já falei de zagueiros. Toda a vantagem está com quem domina a bola. É dele a iniciativa dos movimentos.  Ao zagueiro cabe cercar. Mas, o cerco não é de frente, nem de lado. É em diagonal. Pernas flexionadas, como se preparasse para uma largada de atletismo. O artilheiro mira as pernas do adversário, dança de um lado, de outro, faz da bola uma bailarina sobre o gramado. O marcador precisa dar o "bote", mas sabe que pode errar, ou ser driblado, e precisará correr. Como uma serpente encantada, vai de um lado ao outro.  Num único lance, como um malabares, é vencido pelo driblador. Mas, não desiste. Arranca em disparada. Sabe que agora a desvantagem aumentou. Não restam alternativas. Apenas uma chance antes do gol inevitável. Sabe que não pode errar.  Todas aquelas vozes, to...

Nosso Pequeno Amigo

Na minha casa sempre houve cães ferozes. Faziam parte de um complexo sistema de segurança criado pelo meu avô: muitas grades, muitas chaves e um cão bravo! Aliás, cachorros se acham, ou se ganham, nunca se compram. Vira-latas! Clássicos vira-latas. Comem de tudo, tomam banho de mangueira, jamais visitam "estéticas", e vão no veterinário em último, último, mas último caso mesmo. Estes eram os cães lá de casa. E ficavam: eles lá; nós aqui. Até que conheci esta menina que se tornaria minha esposa. Dentre as muitas transformações que ela fez na minha vida, uma delas foi a de mudar a minha relação com os cães.  Naquela época, O Giggio , um poodle médio que vivia na sua casa, recebia um tratamento tão especial como se fosse da família. Usava os sofás, passeava de carro, visitava clínicas e estéticas. Enfim, completamente diferente. Desde sempre, soube que, quando casássemos, teríamos um pequeno cachorro para "povoar" nossa casa. Apesar de estranhar, gostei da ide...

Montanha Russa Gerencial

O cotidiano de um gestor é semelhante a uma Montanha Russa. Altos e baixos. Podemos estabelecer infinitas analogias com este brinquedo. Subimos devagar, devagar, devagar. Teque-teque-teque. Parada. Despenca. Sobe rapidamente. Loopings. Pernas pro ar. Estômago nas costas. Tensão. Alívio. Isso acontece com nossos resultados, com o nível de motivação de nossas equipes, com nosso nível de tensão, com as contingências a serem resolvidas, com as questões associadas ao “fator x”.  Lembro que “fator x” é como batizei aquele elemento desconhecido, inerente ao ser humano, que sempre pode se revelar e nos surpreender, de forma positiva, ou negativa. Escrevi sobre isto um tempo atrás. O fato é que nossa rotina é justamente a não-rotina . Precisamos nos adaptar às necessidades do momento, da equipe, do cliente, da empresa. Estejam no ápice, estejam no vale. Há momentos de distribuir flores e chocolates; há momentos de disparar chumbo quente! Não há restrição em relação às flores! M...

Palavras Mágicas

Algumas vezes esquecemos a magia que envolve algumas palavras, e alguns gestos. Aprendi que, ao receber um elogio, sobre algo que temos, sobre uma roupa, ou coisa do tipo, um carro, ou outro objeto, devemos responder: “às ordens”. Mesmo que não esteja exatamente às ordens, e mesmo que a pessoa não ouse pedir, de fato, o objeto de seu elogio, trata-se de uma demonstração de generosidade. Lembro também quando meus pais me ensinaram que sempre, ao entrar na casa de alguém, pedisse “com licença”.  Estávamos na praia. As orientações não saíam da minha cabeça, e naquele mesmo dia na casa de um dos “guris” da rua, e não hesitei, entrei e soltei um: “- Por favor?”. (Ou “obrigado”, não lembro bem). Ainda hoje, quando lembro dou risada sozinho. Outra coisa que as pessoas perguntam é como você está. Perguntinha mais capciosa. “Bom dia, como você está?”. Não restam dúvidas, a resposta será: “Tudo bem, obrigado. E você?”. Fiquei aqui pensando quantas coisas falamos no dia-a-dia...

Novos Excluídos

Algumas opiniões não são novas. Algumas, não são inéditas, mas, talvez valha a pena continuar opinando. Hoje, alguns eventos no país, marcam o "Dia da Liberdade de Impostos". A propósito deste dia, alguns postos de combustível estarão comercializando o litro da gasolina, por até R$ 1,50. Isto é praticamente a metade do preço praticado em dias normais.  A diferença, é justamente a carga tributária incidente no combustível. Embora, haja um princípio "garantista" de que não poderia haver mais de um tributo sobre o mesmo fato gerador, nada impede que haja uma série deles sobre a mesma base de cálculo, como no caso dos combustíveis. Mas, veja, não é apenas nos combustíveis que a carga tributária é extremamente onerosa e abusiva.  Basta observar o fluxo de turistas e compradores nos free shopps de qualquer cidade de fronteira no RS.  Perfumes e bebidas chegam a custar menos de um terço do preço do que se pagaria num shopping em Porto Alegre. Verdadeiro absurd...

Incondicionalidade

Qualquer relação que iniciamos, vem sempre cheia de expectativa, cheia de esperança.  Não importa se é no campo afetivo, ou profissional; tampouco, importa se é uma relação amorosa, de amizade, ou mero coleguismo.  Em todas as relações positivas que iniciamos, permeia-nos a esperança de que todas as nossas expectativas sejam atendidas. Um profissional brilhante, com decisões firmes e coerentes, comprometido, que não erre, e seja entusiasmado e leal por todos os longos anos em que trabalhar por aqui.  O amigo fiel, companheiro, parceiro de churrascos, e de momentos de solidão. A esposa recatada, discreta, boa mãe, mas, avassaladora entre quatro paredes, sob os lençóis; excelente cozinheira, elegante, independente, ou dependente, enfim.  Os filhos, claro, muito bem educados, bons alunos, obedientes. Que façam suas orações antes de dormir, e, as filhas, especialmente, mantidas virgens para todo o sempre. Pois bem. Seu colega de trabalho, aquele estupendo profis...

Homenagem à Liberdade.

O Brasil tem suas cicatrizes, suas marcas de crueldade, de barbarismo.  Há 125 anos, por mera contingência histórica, foi promulgada a lei que "aboliu a escravidão" dentro do país. A escravidão, sem dúvidas, foi uma das piores doenças que experimentou-se em solo brasileiro. Claro, há que se compreender e se colocar dentro do contexto histórico. A escravidão remonta muitos séculos, e não foi prerrogativa apenas dos negros africanos.  Desde a antiguidade, e as expansões imperialistas, fizeram-se muitos escravos, de muitas etnias e povos. Subjugar os semelhantes, inclusive de maneira cruel e humilhante, fez parte do instinto humano.  Talvez ainda faça parte. Ainda há escravos por aqui.  Inclusive no Rio Grande do Sul. O Ministério Público do Trabalho, permanentemente atua em investigações e diligências para libertar pessoas, para devolver a dignidade a quem sucumbiu à escravidão moderna. Seja no campo, seja na cidade. Situações de escravidão, ou análogas à de e...

Nota de agradecimento às mães!

Hoje, no Brasil, é dia das mães. Portanto, cabe mais uma nota de agradecimento, ao menos! Sou um sujeito privilegiado, e, na minha vida, há muitas mães especiais... Sim, porque a mãe da minha mãe, a mãe do meu pai, a mãe da mãe do meu pai, todas, são, de certa forma mães, minhas mães também.  Conhecia a vó Maria, minha bisavó, vó do meu pai. Convivi um pouco com ela. Numa manhã, fiquei com ela no Hospital Banco de Olhos. Eu era um jovem motorista de 18 anos, e fiquei com ela naquela manhã. Simplesmente conversando. Ela me contou como era, por exemplo, a vida sem geladeira - nem sempre houve geladeira. A vó Maria nasceu no século retrasado, e, infelizmente, já faleceu há alguns anos. Ela era uma mulher à frente de seu tempo.  Criou os filhos praticamente sozinha. E trabalhou. E a vida das mulheres naquela época, especialmente as que trabalhavam, não era nada fácil. É interessante como excelentes exemplos encontramos na nossa própria história. Foi bom ter conhecido a "V...